sábado, 15 de março de 2008

Pequenos cachos teus

Estou sentado aqui
imaginando cachos
sabia que gosto de cachos?

E como gosto..
chego até a gostar do teu doce
do doce que faz
não sei se gosto da tua moleza

ruim não é

Continuo aqui imaginando cachos
continuo aqui pensando em você
mas, ainda bem que
não sinto saudades
só fico aqui pensando em cachos teus

terça-feira, 11 de março de 2008

A ilusão da Vida

Parei no sofá de minha sala para escrever. Aqui, o tic-tac do relógio ao fundo tenta disfarçar a ilusão da vida. Essa que se expressa pelo tempo interior e que nos choca por sua veracidade. Nele, as pessoas aparecem em molduras obsoletas que representam as mais marcantes lembranças: A primeira amizade, a primeira descoberta e o primeiro amor.
Quase sempre, resumimos o que somos nesse trio sincero. E o tempo se constrói de dentro pra fora numa tentativa de apagar o que a realidade quer nos dizer.
Por nossas emoções solidificamos as imagens que impulsionam as nossas vidas. Um caminho não menos ilusório do que acreditar naquele amor mencionado há pouco.
E quando já nascemos, entretanto, de dentro pra fora? Tento uma resposta para essa pergunta ainda pouco discutida por aí.
Porque discutir com o Outro é fácil demais e não, uma postura de si mesmo. Amamos àquilo que nos move com uma força maior do que o amor a si mesmo.
Daí entendo o quanto o ser humano se apega ao tempo subjetivo. Esse senhor dos sonhos que nos remete a uma realidade apenas nossa.
E a vida segue-o sem discutir. Não acredito que as pessoas racionais o desprezem totalmente. Pois estou falando do tempo de maturação pessoal de cada um.
Surpreendi-me, então, com esse processo tão objetivo que pode nos iludir por anos. Ainda que sonhar seja o único ato gratuito em nossos dias.
O que me fez descobrir um método usado pelos céticos para esquecê-lo. Vejo todos apagarem o próprio coração numa tentativa frustrada de domar os sentimentos.
Um colega me disse que podia guardá-los e usá-los quando quisesse. Quanta ilusão! E ele falava com um entusiasmo de quem havia conseguido.
Mas bastava discordar dele para ouvir ímpetos daquele orguho que se sentia magoado. Isso sempre me chamou a atenção.
Afinal, esbarrei com muitos orgulhosos em minha vida e entendi que eu era também, embora o tempo interior tenha me ensinado a ser mais humilde comigo mesmo.
Esse texto é uma prova disso. Escrevo-o olhando o relógio e tentando lembrar o porquê de tantas "desilusões" com a vida.
Chego a pensar no tempo em que poderia tê-las evitado com algumas pessoas. Pois tudo acontece sem que possamos perceber o quanto caminhamos na vida.
Fato que remonta à idéia de que esse tempo não pára e de que devemos selecionar quem irá fazer parte dessa construção temporal do nosso ser.
Vivemos , portanto, em um mundo que não nos possibilita amar a si mesmos, mesmo que essa afirmação nos pareaça absurda.
Somos cultuados pelo Outro que nos cobra o que ele pensa que somos em Sociedade. Com pré-conceitos coletivos que regem o tempo de fora para dentro: o tempo objetivo.
Esse costuma se chocar com o subjetivo e promover uma tempestade em nossa mente, que se transformará , talvez, em um texto. No tempo em que o ser já sabe o que a vida lhe reserva: Ou seja, entendemos o fato de que nos iludimos para alcançar a própria realidade de nossa vivência.

Histórias (Comédia de vidas públicas que são umas privadas!)

Esses escritos são inspirados em fatos reais e em uma outra história que vi no blog de uma outra pessoa. Achei interessante o que vi lá, mas o meu objetivo é mostrar que histórias estranhas também acontecem com os homens. Isso porque não sou a favor dessa mania de guerrinhas sexistas, onde somos vistos sempre como os canalhas.
Caso 1:
Célio X Magda:
Célio ficou há duas semanas sem falar com Magda e queria falar com ela para saber como a moça estava. Afinal, eles sempre brigavam e não conseguiam conversar de forma pacífica, pois tinham uma conturbada relação de amizade. Então, ele liga:
- Alô, Magda. Tudo bem com vc?
E ela:
- Ainda com a perseguição?
Célio:
- Que Perseguição? Perseguindo o quê? Isso é estranho.
E ela:
- Estranho mesmo. Boa tarde!
Célio:
- Boa tarde.
Caso 2:
Rui x Marta
Rui:
- Te trato bem, te dou carinho e te respeito. Talvez vocês só gostem de homens canalhas!
Marta:
- É..pode ser.
Caso 3:
Paulo e suas Amigas:
Uma de suas amigas havia feito um intercâmbio para os Estados Unidos e veio contar às outras uma novidade e a contou mesmo na presença de Paulo:
Amiga 1:
- Foi legal lá?
Moça do intercâmbio:
- Sim, muito bom.
Amiga 2:
- E aí ficou com o americano? Como eles são?
Moça do intercâmbio:
-Eles adoram as brasileiras. São maravilhosos.
Amiga 3:
- E vc não pensou no Beto?
Moça do intercâmbio:
- Que nada. Tudo pelo intercâmbio..rs
Obs.: O Beto era o namorado dela há uns dois anos mais ou menos.
Caso 4:
Arnaldo x Belisa:
Esse cara mandou flores para a moça com um único objetivo: Demonstrar o carinho e os sentimentos que alimentava por ela. Então, ligou para casa dela minutos antes para confirmar se a encontraria lá. Bom...nem falou nada..era só pra confirmar que as flores seriam recebidas. E minutos depois recebeu uma ligação:
-Oi, sou eu.
Arnaldo:
-Olá, td bom?
Ela ainda:
-Não preciso nem dizer que mandar flores para a minha casa foi muito sem noção né? Você sempre estraga tudo. Achou que eu iria agradecer?
Ele:
-Não.
Belisa:
-Então, por que mandou? Fala.
Ele:
-Queria só demonstrar o q sinto por vc.
Belisa:
-Não entende ainda q não precisa demonstrar nada? Ah..Boa tarde.
Ele:
....
Tá bom agora e continuo? Acho q nem precisa...

segunda-feira, 10 de março de 2008

psrte da música today (música preferida)


autoria: smashing pumpkins


Today is the greatest Hoje é o maior

Day I've ever known Dia que já vivi

Can't live for tomorrow, Não posso esperar por amanhã

Tomorrow's much too long O Amanhã é muito distante

I'll burn my eyes out Meus olhos se queimarão

Before I get out Antes de alcança-lo

I wanted more Eu quis mais

Than life could ever grant me Do que a vida poderia um dia me dar

Bored by the chore Entediado pela rotina

Of saving face De poupar prestígio

I want to turn you on Eu quero te estimular

Today is the greatest Hoje é o maior

That I have ever really knownQue eu já realmente vivi

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Eu que de tudo sabo


Eu sei o segredo de todas as resposta e as respostas para todos os gracejos. Sei as metas de todos objetivos e os crimes para qualquer castigo. Conheço a gama extendida de rumores ainda não desacreditados e o motivo de todos os ditados. Além das paisagens mais longínquas e os amores mais tolos eu também vi todos os enredos, todos os rolos.
Quero que alguém diga e prove, sabe mais que eu, mas terá também que mostrar com isso tendo já prescrito, sabe no mínimo tudo que já sei. Então diga quantas bocas já ressaltei e quantos males já provoquei e antes de tudo, quantos amores já desperdicei!

Somando

Teoria da problemática: Capítulo I

Todo problema é um prejuízo, causado por alguém ou algo em situações diversas que não alteram o fato principal: todo problema pode, de algum modo mesmo que ilógico, ser resolvido.
Toda resolução de um problema é uma receita, uma geração de capital, ou seja, lucro. E nada altera a multiplicação de valores como a transformação de prejuízo em lucro do problema a resolução. Chega a ser mais simples que oxigênio para carbono.
O fato da resolução do problema acarreta em cerca de 200% a 300% seu valor de prejuízo para lucro e isso pode animar qualquer pessoa. Portanto querendo obter qualquer quantia, seja ela monetária ou não, procure resolver problemas pois pessoas que resolvem problemas são recompensadas e pessoas que resolvem grandes problemas são ainda mais recompensadas, além de lembrar que pessoas que resolvem problemas freqüentemente são freqüentemente recompensadas.

Fim.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Da coragem..

Voltando aos poucos a postar. Uma parte dos textos de um livro que pretendo publicar um dia. Tem um tom sério, creio...Ah..podem falar o q quiser, mas cópia é crime...haha
Dois (Da coragem: o sentimento que brota do coração)


Vivemos numa sociedade de covardes. E não uso de metáforas nessa afirmativa. Escolhi, então, essa parte para falar de mais um fator grave em nossos dias. Ninguém está disposto a ouvir o coração em suas ações mais importantes. A coragem foi dizimada pela democracia do medo.
Aqui a hipocrisia ressurge, porque é mais fácil esquecer os seus próprios problemas do que enfrentá-los. Isso ocorre, chego a me arriscar nessa opinião, com todos os jovens desse século. Eles parecem introjetar a figura do Rui de que narrei em outra obra.
Fomos vítimas sempre da covardia do Ocidente. Teremos, desse modo, que observar o que “eles” não querem ver. Ou mesmo, obrigam-nos a não enxergar. Para isso, coloque-se numa posição de questionamento.
Onde estariam os grandes símbolos desse século? Teríamos alguma referência? Ainda há espaço para o romantismo? E uma simples resposta surge: Não. Por isso, discursarei sobre o que proponho aqui.
Primeiramente, olho triste para o quadro inicial. Se, no século passado, ainda tínhamos Drummond e Clarice, hoje vemos resistências como o Affonso Romano (que não sei se estará vivo quando publicar esse livro). Ah..a imortalidade é a que importa! Não..nem isso mais.
Nenhum escritor, professor, ou agente social, toma para si a responsabilidade de transmitir consciência. Isso, no mínimo, já acabaria com a escassez de referências em nossa sociedade. E se, em outros séculos, sofreram com grandes pensadores, imagine o que acontece com um mundo sem pai! Até mesmo o criador do nosso Universo não tem vez nessa senzala material.
Por outro lado, os que sonham são ridiculariados. Também se tornou comum a ridicularização do Romantismo como um epíteto negativo a eles. Não entendi, por minha vez, essa estranha associação com o movimento literário mais corajoso de todos os séculos.
Pelo que entendo desse movimento, os românticos não são frágeis melosos como a sociedade insiste em dizer nos dias atuais. Todos, desse século, banalizaram o sofrimento, o amor e todos os sentimentos que advém do coração. Um músculo que, bem cuidado, é capaz de transformar a vida das pessoas de todo o mundo.
Hoje, não existe o amor à primeira vista e se declarar para alguém é uma atitude vã. Todos acreditam somente no concreto e na felicidade. Mas esquecem que um ser humano também evolue com o abstrato e com a tristeza.
Lembre-se do dia em que passou chorando a noite toda. O seu coração se apertou demais, enquanto as péssimas lembranças lhe causavam dor. Entretanto, no outro dia, já procurava, de alguma forma, pensar sobre tudo com um olhar mais crítico. Certamente, iria conversar com alguém sobre o problema ou tentar resolver isso sozinho.
E, por mais que o processo tivesse sido dolorido, você acorda renovado no dia seguinte por fazer a experiência. O que aconteceu então? Você, sem perceber, alimentou os sentimentos provenientes do coração.
A sociedade atual faz o inverso. Ninguém pode chorar! O ser humano virou um máquina de sorrisos que não pode sofrer. Insacia-se com a felicidade até não querer pensar. Pois a felicidade é o ópio de nosso tempo. Não que ela seja negativa, mas com ela deixamos de viver a realidade em sua íntegra.
E, para tal feito, precisamos do fruto daquelas noites mal dormidas: A Coragem! O homem corajoso parece não ter medo dessa assustadora democracia. Sabe lidar com as suas ânsias, embora não seja perfeito. Afinal, o ser humano perfeito nunca existiu.

Trecho da obra: O livro secreto: Algumas reflexões sobre o que a Sociedade não quer refletir. Em prelo.