quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Negligência


Todos sabem de sofismo? Todos o usam? Eu vejo como é fácil impressionar alguém com habilidade nesta arte. Minha mãe me criou com ensinos diários deste material bélico e depois de algum tempo, descobri que a palavra que costuma tomar forma de nome a este modo de juntar ilusões era para ela desconhecida.
Já está claro para mim que todos precisam de ilusões, mas para serem fortes vão precisar também de alicerces que as sustentem, para que estas não se abalem por forças superiores. Por final, há também de saber lidar com si próprio para que não caia em contradição. Ao meu ver, terão uma vida plena àqueles que conseguirem se dissimular da realidade, acreditando que aquilo que lhes fazem bem é o correto. A ignorância sempre será um dom, uma dádiva. Tem certeza que será inteligente em perdê-la?

Spams e pops

Tem mesmo de tudo neste por aqui, acabei de ver um celular com orelhas de fósforos, e não estavam apagados. Site de garotas, muito espertas aliás, vendendo camisetas a $28 em sites traduzidos para outras línguas, claro que sem adicionar o frete.
A propaganda e os sites de spams ainda não são a maioria ou estão no ponto de incomodar mas não é difícil de encontrar, porém o que mais me da medo são os blogs com templates próprios. Eles colocam novos HTML (códigos que fazem as páginas da web) e mudam a estrutura e a forma como tudo ficaria alinhado de forma padrão no blog por aqueles templates já prontos e colocados a disposição do Blogger.
Mas isso não é tão ruim, fico mesmo impressionado, e não me impressiono fácil, com algumas imagens que são expostas. A conduta masculina não é nenhum tabu e já foi exposta de diversas maneiras a séculos, mas parece que há quem nunca aprenda.


Para sua sorte eu sou guerreiro e não posso descansar enquanto almas mal intencionadas proliferam estas singularidades.
Ninguém nunca ouviu falar que é proibido ir ao banheiro público como o mostrado na foto sem o espaço devido de no mínimo um para separar?
Essa imagem não revela bons fluidos, isso faz mal a toda decência e deve ser resultado da MTV!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eu sei quando parei

Saciado de Marisa Monte Raul Seixas, quero banho gelado.

Por falta de conteúdo, mais do mesmo. Eu! =D

Lembro de quando era criança e tinha tantos brinquedos quanto camisetas. Sempre, em minha infância. Morei ao lado de dois primos meus, um cinco anos mais velho e outro seis anos mais novo. Como não tinha mais crianças na rua e o laço familiar ainda empurrava então éramos amigos. Meu primo mais velho já não brincava dos mesmo modos que eu, lembro vagamente de quando ele ainda brincava de usar a imaginação. O mais novo era, e é, muito influenciável e isso me fazia conseguir viver pacificamente.
Ele tinha tanto brinquedos quanto eu tinha vontade, mas tinha tantos amigos por perto quanto eu brinquedos. Isso foi dando certo por um tempo.
Em alguma ocasião em que algo me inquietava e não sentia vontade de gastar meu tempo com ele ouvi de sua mãe: _Mas você sempre gostou de brincar com os brinquedos dele[...].
Tudo bem que ela tinha razão, mas esse foi o problema, ela tinha razão.

O ANTI-ÉDIPO; DE DELEUZE E GUATTARI


o Anti-Édipo seja uma continuação daquilo que em "Diferença e Repetição" Deleuze já se contrapunha: a representação. Claro que em DF se direcionava mais à filosofia da representação. No Anti-Édipo percebe-se num primeiro momento a crítica à representação na psicanálise ou, dito de modo mais preciso, ao Édipo, seja enquanto complexo (Freud), seja enquanto estrutura (Lacan). É que a psicanálise, no entender de Deleuze e Guattari, teria desfigurado aquilo que seria própria do inconsciente: a produção. Ou seja, para a psicanálise, em vez de teorizar por um inconsciente que produz, teríamos um inconsciente que representa. E pq teria ocorrido tal desfiguração? Pq Freud assim como os seguidores de Lacan relacionaram o desejo à idéia de falta. Para Deleuze e Guattari, nada falta ao desejo. E pq? Pq estamos desde sempre em relação, compondo sempre novos modos de se relacionar ou agenciar. Estamos sempre afetados por todo tipo de forças (um vento, o som de um objeto que cai, a voz de alguém, alguma coisa que alguém diz, algo que vimos, algum evento de ordem política-histórica..enfim, uma infinidade de coisas), e não paramos de ser afetados. Desse modo, o desejo sempre está conectado, produzindo e sendo produzindo. A psicanálise, ao por a causa do desejo na falta, desconhece completamente a produção desejante. Se se vincular a falta no desejo, restitui-se um sujeito (mesmo que inconsciente). Nesse caso, alguém só deseja pq carece de um objeto perdido. Restituímos a velha dicotomia sujeito-objeto. Freud, segundo os autores, pensa o inconsciente como uma tentativa de resolução (mas insolúvel) de uma trama familiar. Freud, desse modo, faz o desejo envergonhar-se de si (por causa do incesto) e desse modo aprisiona o inconsciente em querelas de um romance familiar, tendo como consequência o desconhecimento completo de que o desejo investe e é investido primeiramente por forças históricas-políticas.

Materializações intangíveis

Os anos se passaram e descobri que podemos perder muito tempo com as pessoas inseguras de nossa sociedade. Isso, então, fez-me entender uma máxima antiga de Sartre: - O inferno são os Outros!
Essas pessoas transferem os seus medos, as suas raivas para os nossos corações e deixam conosco um peso que não devemos carregar.
No entanto, a nossa complacência para com elas não nos ajuda a exergar que só a vida pode auxiliá-las a entender outra velha máxima de que "amar a si mesmo" é amar ao Outro.
Daí erramos ao absorver tais defeitos alheios, porque nascemos como "leões" diante de nós mesmos. Entendi um pouco tal fato por ter coragem de enfrentar os obstáculos da vida.
Assim, encontrei todo o tipo de pessoas que se escondiam por detrás de máscaras sociais. Essas não estavam prontas para viver em torno de algo impossível de se definir: O eu.
Os grandes escritores ou as grandes personalidades eram seguros de sua "existência". Isso faz um humano ter consciência de seu papel "inconsciente" no inaudito espetáculo da vivência.
Falei para um amigo, certa vez, que deprezo qualquer tipo de ismo. Pois, do socialismo ao feminismo, vi pessoas se perderem em si mesmas.
E, quando me perguntam o que sou, digo: - Sou o Rômulo. Postura que assusta a todos que esperam uma resposta a mais.
Não. Não acredito que alguém possa ser conhecido por seu ofício ou por outras qualificações. Somos muito mais do que os nossos olhos possam ver.
Pois ter personalidade requer assumir o compromisso com os nossos atos nesse grande Universo em que vivemos. O que nos confere o status de pessoas.
Seres humanos com as suas virtudes ou vícios, mas que respeitam as diferenças daqueles com quem convivem. E, infelizmente, são poucos os que têm segurança sobre isso.
Então, somam-se os problemas, os preconceitos e a "indiferença" social. Ou seja, alguns acreditam conhecer o próximo por conjecturas sociais.
Quando, na verdade, deve-se adotar uma postura que se fundamente em experiências próprias de convívio. O que reforça a obliteração do referente de que fala uma poesia de um amigo.
Por isso, luto para que as pessoas saibam compreender o que as palavras nunca irão dizer. Os sentimentos são caminhos árduos que levam às portas do ser. Afinal, compreendi que devemos destruir os limites humanos para alcançar a própria alma, sem precisarmos nos segurar em materializações intangíveis.

domingo, 2 de dezembro de 2007

11 anos na Espanha

Durnte a terceira parte do meu retorno ao ninho hospitaleiro tive uma longa conversa com uma professora de espanhol no percurso São Paulo - Londrina, onde pude ficar pertubando ela sem nenhum receio, ela não tinha mesmo para onde correr.
Quando os passageiros estavam todos em seus lugares e o motorista já dava sinal de que iria partir eu ainda estava sem ninguém ao lado, então ela chegou. Estava alegre por já ter chegado tão longe que queria ficar falando com alguém.
Ela passou 11 anos no total de duas viagens no sul da Espanha, justamente quando engravidou e teve seu filho estava aqui no Brasil em um período entre as viagens.
Aqui professora e mulher de um médico mora em Londrina mas tem família em São Paulo. Estava lá por motivos religiosos, missão da igreja, ajudar os desviados a voltarem para os templos católicos.
Logo me interessei em perguntar várias diferenças entre lá e cá, desde carros, músicas até gastronomia e veículos. Sobre o foco dela lá e o que ela viu eu me interessei mais ainda, os pobres de lá são todos imigrantes, pobre que é de várias gerações espanhol ganha muito bem obrigado.
Esquecendo detalhes como o fato de por lá eles incentivarem a população a substituir carros usados por novos os comprando por bons preços e ainda ser possível ver pastores andando com ovelhas pelas ruas das cidade vamos nos concentrar nos pobres imigrantes.
Sou negro filho de descendentes de africanos com descendentes de portugueses e estes vieram se instalar nesse país a menos de quatro gerações então não posso me considerar tão nativo quanto os espanhóis que são espanhóis a trezentas gerações. Mas 99,8% desta população de patricios é composta por imigrantes de outros países de todos os cantos deste mundo sem longas raízes neste solo mas que já o adotaram como pátria durante pelo menos dois meses a cada quatro anos.
Olhando todos os fatos até aqui eu conclui que somos imigrantes pobres e sem ter para onde retornar, o caso dos Estados Unidos onde os imigrantes levantaram o país com sua mão de obra barata e da Europa Ocidental onde eles formam os guetos como os várias já expostos pela mídia na França. Somos aquelas pessoas sem condições de viver apenas sobrevivendo na esperança alimentada pelos poucos que conseguiram se destacar e ter uma vida digna, até lá vamos continuar sobrevivendo.
A todos compatriotas, que como eu, imigrantes sem direito a todos os benefícios estabelecidos pela constituição vigente, nem mesmo aqueles que descrevem a função do novos faz-me-rir salário mínimo, venho lembrá-los de que se não voltamos para onde viémos, tão ruim não está.
Para aqueles que nem ao menos sabem para onde voltar, se aventurem por países mais amigos, na mercosul onde podemos encontrar salários minimos de menos de $50 ou no outro continente a direita onde levam o ano todo para juntar isso se não gastarem nada.

Estampa colorida e cobertor de cavalos

Sou tedioso quando insisto em me ver sem aprendizado no que foge a o que não fazer.
Sempre crente tantos erros, via sempre eles como importância e singularidade de meus conhecimentos, ou seja, os focavas mais que devia.
Aprendi que quem chega em casa cansado, mesmo suado e/ou sem forças, gostaria de um abraço.
Constatei que acordar de madrugada com um telefonema preocupado faz dormir melhor.
Reparei pertubações podem ser gostosas e fazem falta.
Entendi que dores sabem conciliar prazeres.
Observei que podemos cobrar caro para fazer o que ninguém mais faz.
Aprendi a fazer bem e agora vou cobrar por isso.